Opinião

Carlos Matias

O populismo também é incendiário

O populismo insinua-se na análise das causas e das soluções para os incêndios rurais; simplifica o que é complexo, apontando uns quantos “culpados”, apregoa umas receitas de cartilha, elide os interesses em confronto e foge à definição concreta do conteúdo das “reformas” por fazer. Ora, aqui é que “bate o ponto”….

José Manuel Pureza

Uma nova respiração

Há movimento social em Portugal. A manifestação de jovens na Avenida da Liberdade contra a violência racista, a greve feminista e a greve estudantil pelo clima mostram essa nova vitalidade do movimento social, a sua criatividade propositiva e a sua determinação transformadora. E, mais que tudo, têm a força irreprimível da juventude.

Francisco Cordeiro

Vida ou lucro?

A polémica sobre a Celtejo foi-se diluindo com o tempo, mas os problemas de poluição no rio Tejo têm persistido.

Nas últimas semanas, têm sido inúmeros os alertas dos parceiros sociais do setor da construção civil para  as condições de informalidade e de falta de segurança em que a sua atividade tem vindo a decorrer durante a pandemia da COVID-19. Na maior parte dos casos, estes trabalhadores continuam a exercer a sua actividade com total ausência de equipamentos de proteção individual e higiene (máscaras, luvas, gel desinfectante), e de garantia da distância física mínima indicada pelas autoridades de saúde, sendo obrigados a trabalhar todos os dias em condições de elevada exposição ao contágio.

A nível nacional, há mais de 8 mil trabalhadoras e trabalhadores a trabalhar nas cantinas escolares, através de empresas de restauração concessionadas, quer pelo Estado central quer pelas autarquias (no caso das escolas do 1º Ciclo).

Muitas destas pessoas estão a ser vítimas de uma vaga de despedimentos, mesmo que trabalhem há anos em funções permanentes num serviço público fundamental. O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda tinha já alertado o Governo para este problema, através de uma pergunta dirigida ao Ministério da Educação sobre "Abusos laborais nas empresas concessionárias dos refeitórios escolares" (01/04/2020), e que até ao momento ainda não obteve resposta.

Para fazer face à pandemia da COVID-19, alguns executivos municipais decidiram tomar uma série de medidas temporárias para redução de riscos de exposição e contágio, nomeadamente o encerramento de museus, galerias, cinemas, salas de espetáculos, teatros e atividades culturais e desportivas em geral.

O cancelamento e o adiamento de espetáculos, certames e de toda a atividade cultural nas principais cidades do país, tem criado uma situação de incerteza e de ruptura financeira entre milhares de trabalhadores e trabalhadoras das artes e do espectáculo, que se vêem subitamente sem trabalho e sem rendimento, ficando em grande parte dos casos de fora das medidas excepcionais implementadas pelo Governo.

O Bloco de Esquerda saúda as medidas tomadas até ao momento e o esforço que todas e todos que estão na linha da frente e encontram-se a desenvolver trabalho em prol de toda a comunidade no nosso concelho. Não deixando de reforçar, realçar e agradecer o esforço de funcionários do município, profissionais de saúde, bombeiros municipais, GNR, IPSS`s, empresas que garantem o acesso aos bens essenciais, alimentar e de medicamentos, voluntários disponíveis para ajudar o próximo, à comunidade do nosso concelho que de uma forma massiva, elevada e responsável têm respondido aos desafios de todos nós. No entanto não podemos deixar de registar o contínuo e reincidente registo de práticas oportunistas e irresponsáveis em plena pandemia no nosso concelho.

O Bloco de Esquerda reforça a pertinência de medidas que ainda não foram implementadas e que consideramos importantes para um programa de emergência autárquico e de respostas a esta crise pandémica, porque ninguém pode ficar para trás.

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