Opinião

Carlos Matias

O populismo também é incendiário

O populismo insinua-se na análise das causas e das soluções para os incêndios rurais; simplifica o que é complexo, apontando uns quantos “culpados”, apregoa umas receitas de cartilha, elide os interesses em confronto e foge à definição concreta do conteúdo das “reformas” por fazer. Ora, aqui é que “bate o ponto”….

José Manuel Pureza

Uma nova respiração

Há movimento social em Portugal. A manifestação de jovens na Avenida da Liberdade contra a violência racista, a greve feminista e a greve estudantil pelo clima mostram essa nova vitalidade do movimento social, a sua criatividade propositiva e a sua determinação transformadora. E, mais que tudo, têm a força irreprimível da juventude.

Francisco Cordeiro

Vida ou lucro?

A polémica sobre a Celtejo foi-se diluindo com o tempo, mas os problemas de poluição no rio Tejo têm persistido.

O Bloco de Esquerda vem acusar o Presidente da autarquia de falta de interesse e de intervenção, na deficiente cobertura que temos no concelho relativamente a médicos de família, situação agravada pela saída recente de mais um médico no centro de saúde dos Foros de Salvaterra.

Esta proposta de orçamento municipal apresentada pelo Partido Socialista não é uma boa proposta. Falta-lhe visão estratégica, capacidade de inovação e adaptação aos novos desafios estruturais. Preocupa-nos, em particular, o virar de costas em relação aos mais carenciados, sobretudo aos idosos e aos mais jovens, que enfrentam enormes dificuldades para que as famílias garantam a sua formação e para enfrentarem um mercado de trabalho estrangulado. Preocupa-nos a ausência de propostas para a dinamização económica, atratividade de empresas e a criação de postos de trabalho no Concelho. Preocupa-nos a total paralisia.

O Presidente da autarquia atua em contraciclo contra os próprios cidadãos, primando pelo isolamento a que tem condicionado o concelho através da ausência de alternativas de transporte coletivo, mas também através da atribuição de verbas de valor absolutamente ridículo ás medidas de proteção ambientais, ou o esquecimento sistemático de programas inovadores de desenvolvimento turístico ou mesmo a desfaçatez com que se recusa mais apoios sociais, nomeadamente aos mais idosos.

Falta de centralidade no planeamento para a melhoria da atratividade no estabelecimento de atividades económicas no concelho, ausência de plano estratégico para o desenvolvimento do concelho, ausência de definição dos principais eixos viários do concelho e inexistência de uma politica de habitação publica inclusiva, são alguns dos erros continuados do Presidente da autarquia, que se demonstram com a apresentação de novo orçamento.

O debate e aprovação do orçamento do município de Salvaterra de Magos, no que respeita ao cabimento das atividades mais relevantes e ao plano plurianual de investimentos para 2020 representa mais do mesmo, falta de estratégica para o desenvolvimento do concelho, navegação à vista dos fundos comunitários, raciocínio eleitoralista e costas viradas para as propostas dos partidos e da sociedade civil, enfim, uma lógica de quero, posso e mando.

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